Quando não se sabe para onde ir, qualquer vento é contrário
Não se sabe para onde ir? A ausência de sentido na vida de uma pessoa molda um ser estagnado. Não há motivação para seguir. E a vida acaba ficando sem sentido e melancólica.
No desafio da existência humana, sonhar torna-se imprescindível. Ter o desejo de chegar a algum lugar; ou quem sabe, ter uma formação ou construir algo; essas são ações que no mínimo impelem a pessoa à não estagnar.
Dessa forma, se no meio do caminho surgir algum vento, este pode ser a mola propulsora em direção aquilo que se sonhou. “Quando se sabe para onde ir, nem todos os ventos serão contrários”.
A psicoterapia gestáltica, dentro de suas premissas, possui como objetivo, o auxílio do paciente, afim de que ele encontre ou de sentido a sua existência.
Uma vez que na relação, terapeuta e paciente, as possibilidades de sentido se esgotam, o convite é pensar sobre um supra-sentido.
Conforme diz Viktor Frankl: “Esse necessariamente excede e ultrapassa a capacidade intelectual finita do ser humano. O que se requer da pessoa não é aquilo que alguns filósofos existenciais ensinam, ou seja, suportar a incapacidade de compreender, em termos racionais, o fato de que a vida tem um sentido incondicional. O logos é mais profundo do que a lógica”.
Na minha perspectiva, é um sentido que transcende nossa experiência concreta natural. É sobrenatural. É espiritual.

